Bem, depois de um longo hiato, venho novamente despejar as letras por aqui. Não tenho pretensão de escrever diariamente por aqui, mas sempre que possível farei.
Enfim, vamos ao que interessa.
Ontem sai para comemorar com a minha namorada, e alguns amigos, o aniversário dela em um bar aqui da cidade e para variar quando fui pegar um ônibus, São Pedro resolve abrir as torneiras e despejar um aguaceiro pela cidade, então lá vou eu com o mocergão (nem tanto assim) pra me proteger da chuva e suas consequências (já que a última gripe que eu tive ainda dá sinais de sua presença). Bom, até ai tudo bem, mas quando cheguei ao ponto de ônibus me deparei com uma multidão na mesma situação que eu, nada demais, normal para essa situação, mas o que mexeu comigo foi constatar que educação, altruísmo e respeito, são só palavras cada dia que passa.
Ninguém gosta de se molhar na chuva (eu particularmente curto, mas não é sempre), porém será que temos que esquecer que existem outras pessoas a sua volta e que merecem respeito e também tentam se proteger da chuva como você. O Festival de tumulto, mães empurrando crianças para um turbilhão de pessoas, outras andando no meio da pista do ônibus, porque na cobertura não havia como passar era impressionante. E o mais interessante é que a grande maioria não estava se dirigindo para casa, boa parte eram de adolescentes que para minha surpresa se dirigiam a um shopping e pareciam que se perdessem o ônibus a vida deles corria risco. Tá certo, eu também não estava indo para casa, mas não fiquei atropelando ninguém e muito menos direcionando as pontas de meu guarda-chuva para o olho alheio, e muito menos tinha uma criança comigo e empurrava ela pra dentro do mar de pés e guardas-chuva.
Agora, é natal e isso tudo aconteceu a dois dias do natal e eu me pergunto. Essas pessoas estão celebrando o que? Talvez o lucro que os comerciantes tem (não sou contra o lucro, só tenho implicância com a necessidade de se incentivar o consumo desnecessário)? Ou será que celebraremos a miséria que desponta em cada esquina travestida de pendintes, ou quem sabe aos marginais que sabendo que muitos andam com dinheiro se aproveitam da situação?
Bem, como todo mundo comprei presentes sim, não nego, mas o mais importante para mim é que irei passar esse período com pessoas que me são importantes, minha família, a minha futura família e meus amigos.
Um abraço a todos que perdem seu tempo lendo esse blog quase sem posts (rs) e um Feliz (verdadeiro) Natal. Que os corações de vocês sejam iluminados como o Cristo que marca essa data.